Márcio Tavares: nossas instituições culturais foram dilapidadas

“Precisamos fazer política no Brasil inteiro de modo muito concreto, estabelecer uma política para as artes, de memória e patrimônio, com a memória do povo brasileiro. Precisamos de uma estrutura de financiamento permanente da cultura, gerenciar o fundo nacional de cultura e promover incentivos fiscais”, enfatiza Márcio Tavares.

Secretaria Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT) e o Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas (NAPP) da Fundação Perseu Abramo (FPA) lançaram na última quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022, em uma live um documento público com diretrizes para um programa de reconstrução e retomada das políticas culturais do Brasil.

Entre as propostas estratégicas estão a reconstrução do Ministério da Cultura – como Lula afirmou a reconstituição de instituições de governança cultura fundamentais como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Fundação Palmares, Biblioteca Nacional e Cinemateca Nacional.

Em entrevista ao Jornal Rádio PT nesta sexta-feira, 25, o secretário Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT), Márcio Tavares, ressaltou que compromissos fundamentais foram apontados para que haja movimentação na relação com a comunidade cultural, fazedores de cultura e artistas, que devem discutir um programa de alta intensidade do que é um novo ciclo de políticas cultural, adaptado para o ano de 2022 e para as necessidades do país.

“No documento, apontamos compromissos que são fundamentais de que a cultura precisa ser entendida na dimensão do seu potencial de aprofundamento da democracia, de garantir uma sociedade marcada pela valorização da diversidade, do respeito, que tenha construção de relação de paz, de ambientes livres do racismo, da homofobia, dos preconceitos, que promovam a igualdade de direitos”.

Márcio lamenta o desmonte inédito das políticas públicas de cultura nos últimos anos e relembra que tudo começou como golpe contra a Dilma Rousseff, em 2016, e foi intensificado com o desgoverno de Jair Bolsonaro.

“Bolsonaro perseguiu o setor cultural e asfixiou as fontes de financiamento. As nossas instituições culturais foram dilapidadas”.

O documento, que pode ser acessado na íntegra aqui, também destaca o resgate dos acervos históricos e artísticos, “que merecem todo o acolhimento e proteção através de tratamento adequado e igualmente as manifestações da cultura popular, com seus mestres e mestras, igualmente devem ser objeto de políticas objetivas.um desenvolvimento que ameaça esse patrimônio e esse acervo histórico jamais poderá ser considerado sustentável”.

Redação PT

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