O orgulho de ser militante do PT

*Por Francis Ivanovich:

Há quem pense que sou funcionário do PT, ocupo algum cargo, etc. Não. Eu sou militante do PT, com muito orgulho. Faço minha contribuição anual ao partido, atuo onde seja útil, ajudo dentro do possível o presidente Lula, a presidenta Dilma, os companheiros e companheiras.

Quando me filiei ao PT, sentia uma grande angústia, a sensação de estar sendo esmagado por tudo isto que está aí, representado por este desgoverno fascista. Ainda mais atuando na Cultura. Uma das melhores decisões que tomei foi fazer parte deste partido político que é, sem dúvida, um partido de verdade e um dos mais importantes do mundo.

Sou uma pessoa movida pela paixão e pelo que acredito. Algumas vezes na vida recusei posições, cargos e bons salários por não me sentir bem dentro de determinada instituição, projeto ou empresa. Assumi comigo mesmo o compromisso da liberdade e a consciência tranquila, isso não tem preço.

Desde que estou no PT, tenho conhecido pessoas incríveis, como os potentes companheiros no Núcleo Saravá Cultural ou da tendência da Resistência Socialista, gente que realmente deseja mudar este Rio de Janeiro e este país.

Claro que o PT não é um mundo perfeito, isso não existe, mas nele encontrei camaradagem e respeito. Há problemas? Claro que sim, o céu não é na terra, mas mesmo assim há possibilidade de construção e diálogo, não é fácil, mas é preciso tentar sempre.

Na entrevista de Lula ao JN, houve um momento em que o apresentador Bonner criticou a militância do PT, citando, por exemplo, a suposta recusa de Alckmin como vice na chapa. Naquele momento da entrevista, me senti parte da história, pois eu estava em São Paulo quando o ex-governador paulista foi apresentado à militância, mesmo que através de uma transmissão ao vivo, pois Alckmin estava contaminado pelo vírus da Covid 19.

Lula falou a verdade, o discurso de Alckmin foi muito apropriado naquela ocasião e acabou sendo aprovado. O resultado está aí. Não duvido que ele acabe se tornando petista, anotem.

Uma das maiores críticas internas feitas ao PT, senão a mais importante, é que o partido não valoriza sua base como deveria. Concordo. O partido ainda falha nesse ponto, mas acho que houve avanços, mesmo que tímidos. Mas é preciso recuperar isso.

O PT tem um tesouro. Sua militância, sem ela o partido não teria a importância que tem. Muitos dentro do PT precisam entender isso. As pessoas passam, o PT fica. Os militantes são a alma e o coração de um partido. Um partido sem militância é o mesmo que uma partida de futebol ou uma peça de teatro sem público. Fica deveras pobre, triste, sem força.

Sou militante do PT com muito orgulho. E quando me perguntam por que me filei ao PT, a resposta é simples e até óbvia, porém, muito verdadeira e carregada de sentimentos: eu só quero que os filhos da minha sobrinha e sobrinhos, os filhos da minha neta tenham um Brasil muito melhor do que eu tive quando menino, é isso.

Sigo militante, dando minha pequenina contribuição, dedicando algum tempo e energia à mudança, atuando presencialmente em algum evento ou escrevendo. Digo com orgulho que faço parte do PT, o partido do presidente Lula e da presidenta Dilma e de milhões de brasileiros. Todos guerreiros. Estamos juntos!

*Francis Ivanovich é jornalista, cineasta e produtor cultural, filiado ao PT. (foto Ricardo Stuckert)

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