O cinema e o futuro do Brasil

Por Juca Ferreira:

A eleição de Lula significa a retomada do caminho democrático, que já começa a ser desbravado, e passa pelo desenvolvimento cultural do país. A retomada do cinema e do audiovisual se dará no contexto da reconstrução das políticas culturais e do Ministério da Cultura.

Vimos que um governo antidemocrático e a inexistência do MinC são capazes de paralisar a política cinematográfica. A Ancine não foi extinta, mas ficou travada, sem recursos, sem iniciativas. O financiamento foi interrompido, a regulação, abandonada, e a cota de tela deixou de ser aplicada pela primeira vez desde sua criação por Getúlio Vargas.

Os mecanismos de apoio e incentivo ao audiovisual foram minados pelo governo. Retrocedemos à República Velha, quando nosso mercado era dominado por grandes estúdios estrangeiros — resultado de uma concepção hegemônica que, ainda hoje, vê o Brasil como uma grande fazenda sem pretensões de modernidade, rebaixado a mero mercado consumidor.

É fundamental retomar o tripé da política audiovisual, com o fortalecimento do Conselho Superior do Cinema, que deve voltar a ter representação majoritária de produtores, distribuidores, exibidores, das TVs, das universidades e da cadeia produtiva e artística nacional. Também é necessário retomar o papel da SAV, Secretaria de Audiovisual, outra instância desestruturada nestes tempos sombrios.

Os mecanismos de apoio e incentivo ao audiovisual foram minados pelo governo. Retrocedemos à República Velha, quando nosso mercado era dominado por grandes estúdios estrangeiros — resultado de uma concepção hegemônica que, ainda hoje, vê o Brasil como uma grande fazenda sem pretensões de modernidade, rebaixado a mero mercado consumidor.

É fundamental retomar o tripé da política audiovisual, com o fortalecimento do Conselho Superior do Cinema, que deve voltar a ter representação majoritária de produtores, distribuidores, exibidores, das TVs, das universidades e da cadeia produtiva e artística nacional. Também é necessário retomar o papel da SAV, Secretaria de Audiovisual, outra instância desestruturada nestes tempos sombrios.

Os mecanismos de apoio e incentivo ao audiovisual foram minados pelo governo. Retrocedemos à República Velha, quando nosso mercado era dominado por grandes estúdios estrangeiros — resultado de uma concepção hegemônica que, ainda hoje, vê o Brasil como uma grande fazenda sem pretensões de modernidade, rebaixado a mero mercado consumidor.

É fundamental retomar o tripé da política audiovisual, com o fortalecimento do Conselho Superior do Cinema, que deve voltar a ter representação majoritária de produtores, distribuidores, exibidores, das TVs, das universidades e da cadeia produtiva e artística nacional. Também é necessário retomar o papel da SAV, Secretaria de Audiovisual, outra instância desestruturada nestes tempos sombrios.

Nas poucas vezes em que este governo se moveu foi para atender ao interesse de conglomerados estrangeiros e suas estratégias de monopólio global, atropelando nossas instituições e nossa legislação. Com uma mão estrangularam o cinema e o audiovisual e com a outra presentearam as megaempresas com nossa infraestrutura instalada. Nada contra prestar serviços como atividade complementar.

O novo governo Lula deverá retomar as políticas de apoio ao setor, incluindo a valorização de um mercado diverso e justo; deverá promover a regulação do streaming e prorrogar as cotas da TV paga para recolocar a indústria audiovisual brasileira no século XXI.

Muitos cineastas e produtores foram molestados com subterfúgios de ordem burocrática. Mais uma vez a cultura foi criminalizada para inibir o pensamento crítico, ferir de morte empresas nacionais e atingir a liberdade de expressão. Prestação de contas é algo sério, mas não pode ser usada para desconstruir todo um mercado.

Precisamos retomar o projeto de uma TV Pública independente, democrática e republicana, voltada para a sociedade, com programação de qualidade, o que não se mede apenas por audiência, mas por sua sensibilidade e inteligência, pela força estética, pela linguagem e capacidade informativa.

A EBC precisa voltar a ser parte de uma política pública de cultura. Tem que retomar o diálogo com o mundo e a integração com outros países. É fundamental avançarmos na direção de um mercado comum para os filmes e conteúdos latino-americanos.

Temos cinema e audiovisual de qualidade no Brasil inteiro. O melhor filme em Gramado é acreano; um filme realizado na periferia de Belo Horizonte vai representar o Brasil no Oscar. Existe qualidade no cinema indígena, no cinema negro e nas produções da juventude periférica.

O audiovisual é um poderoso instrumento de desenvolvimento social e de fortalecimento da nossa rica diversidade cultural. Deve ser pensado como educação e cidadania para que todo brasileiro e brasileira possa ter acesso aos repertórios essenciais à vida democrática no século XXI e como linguagem de uma nova época e de um novo ciclo de cidadania e desenvolvimento do Brasil.

Fonte Jornal O Globo.

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