Em carta pública, Abicann pede a Lula que legalize a cannabis no Brasil

Documento assinado pela Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis aponta para os benefícios que a legalização da maconha traria para o país e pede que presidente eleito faça uma revisão da política de drogas

Nessa sexta-feira (25), a Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (Abicann) emitiu uma carta pública ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva pedindo para considerar a regulamentação da maconha para uso adulto, medicinal e industrial em suas políticas públicas.

Em um documento de 19 páginas, a entidade explica como a regulação da cannabis pode proporcionar uma “revolução verde e social”, estimulando a economia e, ainda, “ampliando o apoio aos excluídos das pautas governamentais”.

“A data de hoje é muito simbólica, pois foi exatamente no dia 25 de novembro de 1938 que uma planta feriu a vaidade humana e foi proibida de ser cultivada em solo nacional. Hoje, completam-se 84 anos da proibição da cannabis/maconha/cânhamo”, diz a carta assinada pelo presidente da Abicann, Thiago Ermano.

Entre as propostas de “políticas públicas para o cânhamo”, a carta aponta para a realização de testes-piloto para uma melhor compreensão dos efeitos do acesso controlado à cannabis na saúde física e mental dos usuários e no comportamento relacionado ao consumo de produtos de maconha

“Esses estudos científicos também podem examinar o impacto no mercado ilegal local e na proteção dos jovens e da segurança pública”, diz o documento sobre o experimento proposto de venda legal de maconha.

O teste, segundo o documento, proporcionaria aos consumidores brasileiros o acesso a vários produtos à base de cannabis de qualidade altamente regulamentada. “O recurso ao mercado ilegal será, portanto, descartado, pois as cadeias produtivas — da semente à distribuição do produto — serão monitoradas e rigorosamente controladas”, diz a carta.

A associação denuncia que o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de países que mais prendem e punem com prisão, principalmente jovens negros, sendo que “um a cada três dos 910 mil presidiários estão encarcerados por porte de drogas”.

“O fomento de políticas para a igualdade racial e o combate do racismo estrutural do Estado e da sociedade passa por impedir a prisão de brasileiras e brasileiros por causa de pequenas porções de uma planta” — Abicann.

“Por isso, repensar as Políticas de Drogas e de Educação Social são ações necessárias para se cumprir a verdadeira justiça social e o combate ao preconceito racial no país”, destaca a carta.

O documento também afirma que o aproveitamento econômico do cânhamo para uso agroindustrial pode estimular mais de R$ 155 bilhões por ano na economia nacional, e ainda contribuir para o cumprimento das metas de redução de emissão de gás carbono do Conferência de Paris, a recuperação de terras degradadas por atividades predatórias e a redução do desemprego.

Confira a íntegra da carta em abicann.org.

Via: smokebuddies.com.br

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